segunda-feira, dezembro 24, 2007

Rádio Blog:U2

Pela próxima semana, disponibilizaremos clipes dos geniais irlandeses do U2. Acabei de postar os clipes e tive a decepção de constatar que o clipe da música Vertigo está falhando. Espero que o problema seja na minha conexão. Se vocês compartilharem a mesma falha, informo que após escolher um dos clipes, é possível assistir a outros. Os recursos do blogger ainda não permitem que façamos uma seleção, portanto as músicas aqui disponibilizadas são selecionadas aleatoriamente pelo you tube. Espero que sejam do agrado.

U2


Enquanto as ruas de Dublin sangravam na resistência contra o poderio britânico, no hoje longínquo ano de 1976, um grupo de 5 jovens irlandeses (Larry Mullen Jr., Paul Hewson, Dave e Dick Evans e Adam Clayton ) resolvem se unir para formar uma banda de punk rock, o Feedback. Dezoito meses depois, o Feedback se transforma no The Hype. Em março de 1978, com a baixa de Dick Evans, inspirados no nome de uma avião espião norte-americano derrubado em território soviético, surge, em definitivo, o U2.

A última grande banda de rock nasceu em um solo que, até então, em matéria de música, nos legara o blues celta de Van Morrison, e, em matéria de literatura, nos brindara com Joyce, Wilde, Yeats e Beckett.

O U2 reinventou o rock, de uma maneira que poucos da sua geração conseguiram. Gestada no cenário musical punk, a voz e a poesia de Bono e a guitarra de Edge elevaram a banda ao panteão dos grandes conjuntos do século XX; e talvez o último grande grupo de rock da história.

O cunho político das letras, reflexo direto das experiências vividas em meio aos sangrentos conflitos entre católicos e protestantes, são a marca registrada do extraordinário Bono Vox - ícone pop somente equiparado a John Lennon.

A preocupação com as grandes questões da humanidade, desde a luta pela liberdade até o esforço em prol da redução das desigualdades, acabou sujeitando Bono a muitas acusações de oportunismo.

A endiabrada, mas ao mesmo tempo minimalista, guitarra de The Edge é outra marca registrada da banda.

De The Unforgatable Fire a How to Dismantle An Atomic Bomb, uma sucessão de obras-primas tornam difícil a tarefa de escolher a melhor. Como gosto de dar palpite nesse tipo de coisa, para este blog, até hoje, The Joshua Tree ainda é insuperável.

Em Rattle and Hum, o U2, sem pudores, fez uma ode aos virtuoses da música norte-americana: de Billie Holiday (Angel of Harlem) a Bob Dylan (All ALong the Watchtower). O disco, ao invés de reconhecimento, recebeu impropérios proferidos por invejosos que o tacharam de pretensioso. Boatos sobre o fim da banda percorreram os bastidores da música pop. Com Achtung baby, visionário disco em que descreviam o futuro pós queda do Muro de Berlim, os irlandeses mostraram mais uma vez a sua singularidade em meio a um mundo em que o comercial predominaria.

O U2 foi o meu primeiro grande grupo de rock, e depois dele, só culivei maior apreço a bandas que o precederam. Depois do U2, o rock acabou. Mas enquanto eles estiverem na estrada, o rock ainda viverá.


Para deleite deste roqueiro quase-órfão.


Feliz Natal a todos!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Macacos e norte-americanos

O irmão ao lado é um macaco reso, macaca mulatta para os íntimos. Os resos são originários da Ásia, tendo se separado da linhagem que deu origem aos seres humanos há cerca de 25 milhões de anos. Apesar dessa separação, o DNA deles é 93% idêntico ao nosso; por isso resolvi chamá-lo de irmão. Pois bem, nosso irmão vem nos prestando grandes serviços há vários anos. Foi utilizando-o como cobaia que cientistas descobriram o fator Rh do sangue, essencial para fazermos transfusões. Nos testes de vacinas contra a AIDS e a gripe, nosso irmão é o principal alvo.

Acontece que agora descobrimos que nosso irmão é tão bom com números quanto nossos outros irmãos, os universitários norte-americanos. Em um teste com 14 estudantes da Universidade Duke, nos States, os cientistas constataram que os resos se mostraram capazes de fazer adições mentais tão bem quanto os norte-americanos, digo, quanto nós, humanos.

Após a descoberta, capitalistas do mercado financeiro estão arregimentando macacos resos para trabalhar em suas agências; pois além de serem tão bons com números como os humanos, não sabem reclamar os seus direitos trabalhistas.

Sobre a pena de morte

A notícia de que a ONU aprovou resolução que pede o fim da pena de morte, muito embora saibamos que as normas por ela promulgadas geralmente carecem de eficácia, merece todos os louvores. Ainda que algumas pessoas, dentre elas o Diogo Mainardi, manifestem opinião favorável à pena capital, somos totalmente desfavoráveis à medida. Os brados favoráveis costumam trazer como fundamento a alegação de que a pena de morte é eficaz na repressão ao homicídio, valendo-se de dados como a redução do índice de crimes contra a vida no estado do Texas graças à instituição da cadeira elétrica. Praticar crimes contra a vida é da natureza humana. Para reprimir o homicídio, a única medida eficaz é assegurar a estrutura de que carece a polícia para o exercício da investigação e, sobretudo, contar com um Judiciário eficiente, norteado pelos princípios universais da razoabilidade, da proporcionalidade e da proteção à dignidade humana.

Os que citam a redução dos homicídios no Texas como fato legitimador da adoção da pena de morte, se omitem quanto ao fato de que a criminalidade em Nova Iorque caiu a patamares ínfimos após o forte investimento estatal na estrutura policial. Em Nova Iorque, não foi preciso adotar a pena de morte para reduzir os homicídios. A única finalidade da pena de morte é legalizar a vingança privada, executada por meio do Estado e da sociedade. Somente para isso se justifica a pena de morte, medida ineficaz para a consecução da verdadeira finalidade da pena: a repressão - desnecessário falar que tal espécie de pena não serve ao escopo pedagógico de toda punição.

Não é o tamanho da pena, mas a certeza da impunidade, como nos dizia Beccaria há 300 anos, que alivia o temor do criminoso. Condenar às bestas humanas à morte é um retrocesso civilizatório; verdadeiro atentado aos princípios universais do direito.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Buraco negro

A imagem revela o jato de um buraco negro de uma galáxia atingindo outra galáxia.

Um buraco negro é o resultado do colapso de uma estrela. As estrelas consistem em corpos imensos de gás, cujo núcleo é uma imensa bomba atômica que tenta explodi-la. Do equilíbrio entre as forças gravitacionais e as reações de fusão do núcleo, é definido o tamanho da estrela.

Com a morte da estrela, a fusão nuclear é interrompida, resultado do consumo total do combustível que a alimentava. Ao mesmo tempo, a gravidade atrai a matéria para o interior e comprime o núcleo. À medida que vai sendo comprimido, o núcleo se aquece e cria uma explosão, ejetando a matéria e a radiação para o espaço. Desse fenômeno resulta um núcleo altamente comprimido e extremamente maciço, cuja gravidade é tão grande que nem a luz consegue dele escapar. Essa intensa gravidade do núcleo faz com que não possa ser captado pela visão, constituindo-se num verdadeiro buraco na estrutura do espaço-tempo. A esse objeto a ciência denomina buraco negro.

Essa definição bastante didática de um buraco negro foi extraída do interessantíssimo site WowStuffWorks - como tudo funciona, cujo link é http://www.hsw.uol.com.br. Vale a pena acessar.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Desinformação

A Veja, em sua edição desta semana, estampa na capa a imagem de um leão piscando um olho, com uma toca de Papai Noel e um medalhão escrito CPMF. O título é o seguinte: Fim do Imposto do Cheque, O LEÃO VIROU PAPAI NOEL, Um presente de 40 bilhões para os brasileiros. De há muito que a revista perdeu total credibilidade em matéria de informação, não escondendo o seu firme propósito de fazer as vezes de panfleto tucano. Quando folheamos a revista e chegamos na reportagem de capa, impossível conter a náusea: uma foto bizonha, estampando os líderes tucanos no Senado e o título: À CPMF, ELES DISSERAM...BASTA! Subtítulo: E, ao fazê-lo, deram nova vida ao Congresso.

Desnecessário ler a matéria para perceber que o propósito da revista é repercutir os brados tucanos: PSDB tira a democracia do limbo.

Não me incluo dentre aqueles que pensam que a liberdade de imprensa exige neutralidade dos veículos de comunicação. Corolário da liberdade de imprensa é o incentivo ao debate de idéias. Para tanto, necessário se faz externar opiniões, expressar opiniões. Só um espírito policialesco impediria a manifestação da opinião da revista. Mas o credo dos editores deveria ceder espaço, nas reportagens, à razoabilidade, ao contraponto entre os fatos apurados. Não é o que se vê na revista Veja. Da capa à última página do espaço destinado ao noticiário político, o que se vê é uma sucessão de agressões à situação, e uma franca e indecorosa tentativa de dar voz à oposição. No episódio CPMF, mais uma vez a ideologia tucana da revista serviu ao propósito de desinformar, de bitolar o leitor.

Fosse a Veja uma revista séria, ciente de suas responsabilidades como veículo de informação, não teria elaborado tão vergonhosa matéria. Ao invés de fazer eco ao cretino discurso tucano, teria apontado os verdadeiros aspectos negativos da prorrogação da CPMF. Ao contrário de fazer uma edição comemorativa à vitória oposicionista, teria elaborado uma inteligente reportagem na qual apontaria que o grande mal da CPMF não era o impacto da mesma sobre o bolso da população, mas sim a desvinculação da receita por ela gerada aos fins para os quais foi criada. O único trecho realmente informativo da reportagem é o gráfico estampado no rodapé da página 63, na qual mostra que a receita da contribuição era destinada num percentual de 40% para a saúde e de 38% para o pagamento de juros da dívida pública. Esse era o grande malefício do chamado imposto do cheque: alimentar os juros ao invés de reverter para a necessitada saúde pública. Pecou também a revista ao não reservar ao menos uma linha para explicar que a CPMF, na realidade, fora criação tucana. Cria tucana, usada pelo governo tucano durante todo o governo FHC.

Veja está a serviço da guerra entre grupelhos iguais nas atitudes e no modo de governar. Veja presta um desserviço à tarefa de informar e ajudar a formar a opinião dos brasileiros a respeito do que realmente se passa na vida da nação.

domingo, dezembro 16, 2007

Campeão Mundial

Após o baile de Kaká, o Milan sagrou-se tetracampeão mundial interclubes. Sim, tetracampeão, apesar de o Joseph Blatter declarar que a FIFA reconhece apenas os títulos dos campeonatos por ela organizados. Para a instituição futebol, não é a decisão estapafúrdia do colorado Joseph Blatter que vai revogar o título mundial conquistado, por exemplo, pelo Santos de Pelé. Também não é a declaração do Blatter que vai fazer com que passemos a considerar o Milan campeão, quando sabemos que ele é tetra. O atual campeonato mundial de clubes, organizado pela FIFA em apenas 4 oportunidades, não tem nada de diferente em relação aos mundiais anteriores. Não é o fato de a disputa envolver, além do campeão sul-americano e do europeu, os campeões da Oceania, da África, da CONCACAF e da Ásia (este na realidade escolhido do confronto entre um time japonês, país sede, e o campeão asiático), que torna este torneio mais valoroso do que aqueles realizados sem a organização da FIFA. Isso fica claro pelo simples fato de que, no final das contas, sempre o título mundial acaba sendo decidido pelo campeão da Libertadores e pelo da Liga dos Campeões. Salto de qualidade daria o torneio se fosse organizado nos moldes da Copa do Mundo, com a presença de mais representantes europeus e sul-americanos, únicos coninentes capazes de montar equipes de melhor qualidade técnica.

Portanto, o Milan é tetracampeão mundial, e Porto Alegre continua sendo a sede de dois clubes campeões mundiais de futebol - digam o que disserem tanto os colorados, como o Jospeh Blatter.

sábado, dezembro 15, 2007

Jimi Hendrix


Integrante da tríade mais famosa de anti-heróis do rock norte-americano, James Marshal Hendrix veio ao mundo em 1942, na histórica Seatle, ingressando no panteão dos deuses da música do Século XX após uma overdose de barbitúricos, em Londres, dois meses antes de completar 28 anos.

Jimi Hendrix recebeu a oportunidade que todo músico busca após ter conquistado a aprovação de Paul MacCartney, transformando-se em ícone da contra-cultura após tocar no Festival de Woodstock - em cujo show, depois de interpretar Purple Haze, improvisou uma versão pacifista do hino norte-americano, permeada de explosões e gemidos alusivos aos tormentos da Guerra do Vietnã.

Are you experienced?, Purple Haze, Hey Joe, Little Wing, Wild Thing, Voodoo Child, Fire, Bold is a love, Foxy lady, All Along Watchtower, são alguns dos clássicos que Hendrix nos legou, sendo que, na opinião deste blog, o álbum Eletric Ladyland constitui-se na sua obra-prima.

Rádio Blog: Jimi Hendrix

Na Rádio Blog desta semana, apresentamos uma amostra da genialidade de Jimi Hendrix. Assista aos clipes no menu à direita.